sábado, 20 de junho de 2009

O Contributo da Microsoft e de Bill Gates na História da Informática

Depois de toda a evolução verificada na área da informática nas décadas de 50 e 60, inicia-se na década de 70, mais precisamente em 1975 com a criação da Microsoft, fundada por Bill Gates e Paul Allen, uma autêntica revolução nesta área, que afectou definitivamente e positivamente todo o mundo.
Se numa primeira fase se limitaram a desenvolver um interpretador Basic e o Microsoft FORTRAN para o sistema operativo CP/M (Control Program for Microprocessors), é com o acordo celebrado em 1980, com a IBM, para o desenvolvimento de um sistema operativo para o seu computador pessoal que utilizava os recentemente criados microprocessadores (neste caso concreto o Intel 8088), que a Microsoft viu abrirem-se as portas para um crescimento que poderemos considerar inimaginável para a época. Por outro lado e porque não dispunham de um sistema para cumprir o contratado, tiveram que apontar as suas baterias e energias para uma empresa de Seattle, a Seattle Computers, a quem adquiriram o seu sistema operativo, o Q-Dos, transformando-o no famoso MS-DOS em tudo idêntico ao CP/M.
Começa assim uma viagem de desenvolvimento de novos conceitos e produtos, de que são bons exemplos o Word e o Windows em 1982, o Excel em 1987 e o Windows 95 e o Internet Explorer em 1995.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vaivém espacial - lançamento adiado

A Nasa cancelou o lançamento previsto para ontem do vaivém espacial devido a uma fuga de hidrogénio.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Politica Marítima Europeia

Nas prioridades estratégicas da Comissão Europeia para o corrente mandato 2005-2009 que agora termina, ficou consagrada a necessidade da Europa desenvolver uma economia marítima mais forte, através de uma política integrada, ambientalmente sustentável e assente na excelência da investigação científica marinha e na tecnologia.

Tradicionalmente a União Europeia EU é referida como a maior potência marítima mundial. Alguns dados permitem ilustrar essa liderança:

Rodeada por quatro mares e por oceanos, a Europa tem o maior território marítimo do mundo (70.000 km de orla costeira).
As regiões marítimas da União Europeia representam cerca de 50% do PIB europeu.
A União Europeia detém 40% da frota mundial de transportes marítimos, os seus portos e turismo marítimo geram importantes receitas.
As indústrias e serviços do sector marítimo geram 3 a 5% do PIB europeu.
Cerca de 90% do comércio externo e 40% do comércio interno é efectuado por via marítima.
Porém, as políticas em matéria de transporte marítimo, indústria marítima, regiões costeiras, energia, pescas, meio marinho eram desenvolvidas separadamente. Esta fragmentação induzia dois problemas: Por um lado, podia levar à adopção de medidas contraditórias com consequências negativas para o meio marinho; por outro lado, a fragmentação do processo de decisão não permitia compreender o impacto potencial de um conjunto de actividades e impedia o aproveitamento de um conjunto de sinergias inexploradas entre diferentes sectores marítimos.

Outros fenómenos como a poluição por hidrocarbonetos, a mudança climática e a sobre-exploração dos recursos, contribuíam também para mais riscos acrescidos para o Mar e zonas costeiras, tornando o desafio para a União maior e obrigando-a a tomadas de decisão menos fragmentada.

Foi assim instituída, em 2005 pela primeira vez a pasta dos Assuntos Marítimos, atribuída ao Comissário Joe Borg e, em Junho de 2006, foi lançado à discussão pública, por um período de cerca de um ano, o
Livro Verde intitulado "Para uma futura Política Marítima da União: Uma visão europeia para os oceanos e mares”.

Durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, foi reconhecida a necessidade de uma abordagem integrada para os assuntos marítimos e foram dados passos concretos para a definição de uma Política Marítima Europeia. Em Outubro de 2007, numa conferência ministerial realizada em Lisboa, foram divulgados os resultados da consulta pública do Livro Verde e a indicação dos sectores prioritários a seguir.

A ampla participação na consulta pública que antecedeu a apresentação da Comissão e o debate global realizado na Conferência Ministerial de Lisboa reflectiram o interesse demonstrado pelas partes interessadas no desenvolvimento dessa política. A futura política marítima integrada deverá assegurar as sinergias e a coerência entre as políticas sectoriais, criar valor acrescentado e respeitar plenamente o princípio da subsidiariedade. Além disso, deverá ser concebida como um instrumento para fazer face aos desafios que se colocam ao desenvolvimento sustentável e à competitividade da Europa.

Os Paradigmas Científicos

Podemos definir Ciência como o conhecimento exacto e sistemático da realidade, baseado na verificação dos seus princípios e das suas causas. São muitas as áreas do conhecimento científico. Uma divisão tradicional distingue dois grandes grupos de ciências: as ciências naturais, que estudam as coisas materiais de que são exemplo, de entre outras, a física, a química, a astronomia, a geologia, a botânica, a zoologia, etc. e as ciências humanas ou do ‘espírito’ como a filosofia, o direito, a economia, a sociologia, etc.
Desde o aparecimento do homem à face da terra que podemos relacionar a evolução humana com o correspondente desenvolvimento da sua própria inteligência. Se numa sociedade primitiva, os seres humanos não conseguiam entender os fenômenos da natureza, daí as suas reacções de medo nomeadamente às tempestades e ao desconhecido, num segundo momento, a inteligência humana evoluiu para a tentativa de explicação dos fenômenos através das crenças e das superstições. Tratava-se, sem dúvida, de uma evolução, já que tentavam explicar o que viam.
Porém e porque tal não bastava para a compreenção de todos os fenômenos, houve uma natural evolução para a busca de respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados, ou seja, sobre a capacidade de reflectir sobre os resultados obtidos e perceber o seu significado. Surge, assim, o conceito ou paradigma de ‘Ciência Antiga’. Trata-se de um saber técnico mais evoluído, nomeadamente nas áreas da matemática, da geometria, da medicina e da filosofia. Algumas sociedades, nomeadamente a egípcia e a Grega, são disso bons exemplos.
Foram os gregos, porém, os primeiros a procurar perceber o saber, mesmo que este não tivesse, necessariamente, uma relação com uma utilização prática. Com o aparecimento da Filosofia (que significa amigo do saber …), pretendia-se, no fundo, perceber ‘o porquê e o para quê …’ de tudo o que se pudesse pensar através da observação e da razão. Era no entanto um saber teórico, contemplativo, filosófico mas não comprovado, logo especulativo, o que se viria a confirmar, em alguns casos, alguns séculos mais tarde.
O efeito deste novo ‘jogo racional’ vê-se no colonizar de novas áreas cognitivas, como a ética (discurso filosófico sobre o religioso e moral), o estético (discurso filosófico sobre o artístico e as belas-artes) e o físico (discurso filosófico sobre as técnicas e tecnologias adequadas à interacção com o mundo físico) (J. Caraça, 1997).
Porque a generalidade da população não participava do saber, já que os documentos para consulta residiam essencialmente nos mosteiros das ordens religiosas, o conhecimento do Homem, até então, foi sempre fortemente influenciado pelas crenças e dogmas, nomeadamente da Igreja Católica que serviram de referência a praticamente todas as ideias discutidas na época.
A ‘ciência moderna’, que se traduz no fundo por um novo paradigma de conhecimento crítico baseado na experiência e na matematização, surge assim no século XVII e afirma-se na Europa com o Renascimento, estendendo-se ao longo de alguns séculos. Trata-se de uma nova forma de organização do pensamento, no sentido de se conhecer e controlar melhor a natureza.
As descobertas de novas gentes (descobrimentos), a redescoberta de grandes obras do pensamento clássico, bem como a rede de comunicação alargada que se estabeleceu baseada na imprensa escrita, são decisivos. Galileo Galilei (sistema solar), René Descartes (matematização), Francis Bacon (experimentação), Newton, Arquimedes são alguns dos grandes nomes que se destacaram nesta época.
É no século XIX, porém, que a ciência passa a ter uma importância fundamental. Serve como referência do conhecimento científico em todas as áreas. Tudo tem que ter uma explicação através da ciência. Charles Darwin e a Teoria da Evolução, Karl Marx, na Economia, Augusto Comte, na sociologia, marcam páginas importantes do pensamento e conhecimento.
Conhecimento e técnica evoluem de forma extraordinária no século XX, fazendo-se sentir em todas as áreas e dimensões da sociedade. É o novo paradigma da ‘tecnociência’. A sua disseminação provoca transformações profundas na qualidade de vida de toda a população mundial. Os avanços do conhecimento nomeadamente na nanotecnologia, na pesquisa sobre o DNA e sobre os transgênicos, na química supramolecular, na história e a evolução do universo, nas tecnologias alternativas para a energia representam alguns dos grandes avanços registados.
Mais do que nunca e considerando o avanço tecnológico verificado, existe a natural tendência para nos tornámos seres manipuladores e controladores. Enquanto a ciência teórica se podia considerar pura e inocente, a tecnociência, porque é essencialmente actividade modificadora e produtora no mundo, nunca pode estar inocente por completo (HOTTOIS, 1990). Neste contexto, é importante que o progresso técnico seja controlado e acompanhe a consciência da humanidade sobre os efeitos que pode ter no mundo e na sociedade (Bioética).

Chegada a Marte

O processo que conduziu à primeira alunagem humana, em 1969, remonta pelo menos a 1957. A 14 de Outubro desse ano, um grupo de engenheiros soviéticos lançava um foguetão do cosmódromo de Baikonur, colocando assim em órbita terrestre on primeiro projecto de veículo espacial fabricado pelo homem, ou seja, o primeiro satélite artificial. Curiosamente, a única forma de comprovar o êxito dos cientistas era aguardar durante cerca de 90 minutos, o tempo necessário para que o aparelho completasse uma órbita em torno da terra. Volvida uma hora e meia, os autores do lançamento captavam os sons emitidos pelo transmissor do ‘Sputnik 1’ (que significa satélite em russo). A União Soviética tinha colocado em órbita o primeiro satélite artificial da história. A era espacial tinha começado.

A repercussão desta viagem orbital foi enorme, nomeadamente nos Estados Unidos da América. Com efeito, estava-se em plena guerra-fria e o simples facto de o inimigo ter a capacidade para colocar no espaço um satélite trazia consequências consideráveis quer ao nível psicológico, quer aos níveis estratégico e propagandístico.

As eleições presidenciais de Novembro de 1960, das mais disputadas na história dos Estados Unidos, colocaram frente-a-frente dois candidatos que iriam ficar na história por diferentes e múltiplos motivos: John F. Kennedy e Richard Nixon. E a política espacial foi um dos mais importantes temas do debate presidencial, sabendo John Kennedy rentabilizá-lo em seu proveito. Em Maio de 1961, em resposta à colocação em órbita de um ser humano, Iuri Gagarin, pela União Soviética, solicita ao Congresso Americano, os meios necessários para enviar um homem à lua e trazê-lo de regresso à terra, antes do fim da década. Nascia o programa Apollo, que teve o seu momento de glória em Julho de 1969, com o cosmonauta Neil Armstrong a pisar o solo lunar.
Paralelamente e porque Marte, o planeta vermelho, vizinho cósmico da terra, também despertava a curiosidade do Homem desde épocas remotas (os romanos atribuíram-lhe este nome, em honra ao deus da guerra e os antigos egípcios chamaram-lhe Her Descher que significa o vermelho), foram desenvolvidas diversas missões que revelaram tratar-se de um mundo muito parecido com o nosso e onde poderia existir vida microscópica.
Antes da exploração espacial, Marte era considerado o melhor candidato a ter vida extra-terrestre. Os astrónomos pensaram ver linhas rectas que se cruzavam na superfície. Isto levou à crença popular que seres inteligentes construíram canais de irrigação. Em 1938, quando Orson Welles transmitiu uma novela por rádio baseada num clássico de ficção científica A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, muita gente acreditou na história da invasão dos marcianos, criando um clima de pânico.
Marte foi um dos astros mais visitados por naves não tripuladas. A primeira a entrar na sua órbita foi a Mariner 4, em 1965. A primeira aterragem na superfície marciana foi efectuada em 1971 pela sonda Mars 2. Cinco anos mais tarde chegaram a este planeta as sondas Viking 1 e 2.

A exploração de Marte foi retomada com a missão Mars Pathfinder (1997), que levou para o planeta vermelho um pequeno robot que explorou a sua superfície e nos enviou dados sobre a morfologia das rochas. Em 2004, mais dois robots chegam a Marte: o Spirit e o Opportunity, que enviaram diversas imagens da paisagem marciana. Um dos seus principais objectivos é também a investigação sobre a possibilidade da presença de microrganismos que suportassem condições extremas ou evidências de vida no passado.

Em 26 Maio de 2008, após uma viagem de 680 milhões de quilómetros, e que teve início a 4 de Agosto de 2007, a sonda da
NASA Phoenix pousou na superfície árctica do planeta Marte.

Esta nova sonda é composta por vários instrumentos, entre os quais se encontra um braço robotizado, que é usado para obter amostras do solo marciano e que são analisadas por um laboratório que a Phoenix alberga. O objectivo da missão é perceber quais as condições químicas do solo nesta região do planeta vermelho.

Os mistérios ainda são muitos …